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Como a pandemia acelerou as medidas de cibersegurança em empresas

Nos últimos meses, a cibersegurança acabou se tornando um dos grandes focos de gestores de empresas de todos os portes. Isso se deve ao crescente número de ataques cibernéticos identificados em meio à pandemia. O tema, então, ganhou mais espaço nas grandes decisões estratégicas corporativas. Foi isso que apontou a pesquisa Global Digital Trust Insights Survey 2021, divulgada pela consultoria PwC.

Esse levantamento ouviu mais de 3 mil executivos de tecnologia e negócios de todo o mundo, inclusive do Brasil. Desses, 50% disseram que consideram prioritários os cuidados com a cibersegurança e a proteção de dados. Esse resultado é 25% maior do que o registrado na pesquisa do ano anterior. Além disso, 40% dos gestores afirmam terem acelerado a digitalização de processos.

Em outras palavras, após o aumento dos crimes digitais, a cibersegurança passou a ser vista como uma necessidade. Ou seja, ela deixou de se tratar de apenas de uma reação e ganhou força como ação preventiva.

Abaixo, entenda mais sobre esse movimento.

Influência dos ciberataques

Durante a pandemia de Covid-19, muitas companhias foram obrigadas a migrar para o digital e adaptar seus serviços para o modo remoto. Então, como grande parte das empresas armazena e processa informações confidenciais em servidores, elas se tornaram alvo desses invasores. Ou seja, a vulnerabilidade do home office facilitou para que os cibercriminosos conseguissem roubar dados, invadir redes e atacar grandes organizações.

Além disso, um levantamento do site Cybernews indicou crescimento nas pesquisas sobre crimes cibernéticos na pandemia, com um pico em maio de 2020. Nessas pesquisas, expressões como “tutorial de hacking” e “como se tornar um hacker” estavam entre as mais buscadas.

Os crimes mais comuns envolvem invasões aos sistemas computacionais, e-mails e redes sociais e roubo de dados ou de identidade, além da disseminação de vírus e malwares. Segundo a Marsh, empresa especializada em consultoria de riscos, os ataques de ransomware cresceram 148% em 2020. Esse tipo de malware sequestra o computador da empresa, codificando os dados para que o usuário não consiga mais utilizar o sistema. Para recuperar o acesso, a empresa precisa pagar por um valor de resgate.

Ainda conforme o estudo da Marsh, os ataques via e-mail são os que mais representam riscos às empresas. Em 2020, eles foram a porta de entrada para 96% das ações dos cibercriminosos, que, por meio do phishing, podem assumir identidades falsas, coletar dados confidenciais e até induzir os colaboradores a realizarem transferências.

Neste sentido, os casos de phishing — páginas falsas criadas para roubar os dados dos internautas — também cresceram no último ano. Isso é o que foi revelado pelo Relatório Anual de 2020 de Atividade Criminosa On-line no Brasil, desenvolvido pela Axur. Ao todo, foram identificados mais de 48 mil ataques em 2020, número que representa um aumento de 99,23% e o dobro de casos registrados em 2019.

O avanço das nuvens

O aceleramento da adoção de cloud computing em 2020 também pode estar associado à adoção do home office como uma medida de segurança contra o novo coronavírus. Afinal, as áreas de TI precisavam oferecer suporte aos trabalhadores remotos que estão geograficamente distribuídos. Segundo um estudo divulgado pela International Data Corporation (IDC) em novembro de 2020, 59% das empresas brasileiras utilizam algum tipo de serviço em nuvem.

Neste sentido, a modalidade híbrida é apontada como uma solução que apresenta fortes defesas contra ataques cibernéticos. Conforme o estudo, as nuvens híbridas fazem parte de uma realidade cada vez mais comum dentro das empresas brasileiras, pois possibilitam armazenar dados e rodar aplicações utilizando a computação em nuvens públicas e privadas.

Segundo a pesquisa, 33% das grandes empresas do Brasil já aderiram à nuvem híbrida. Já a nível global, o levantamento Enterprise Cloud Index da americana Nutanix revela ainda que 46% das organizações entrevistadas ao redor de todo o mundo aumentaram seus investimentos em nuvem híbrida como resultado direto da pandemia.

Como se proteger

O fato de as empresas estarem migrando seus dados cada vez mais para as nuvens estimula os provedores a aumentarem a segurança dos seus serviços para evitar o vazamento de informações sigilosas e ataques em geral. Sendo assim, ferramentas como o Cloud Guard SaaS reforçam a proteção desses ambientes — até mesmo contra os mais sofisticados malwares e outros tipos de ações realizadas por cibercriminosos.

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